sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Poema de Mário Celso Rodrigues

Recebi de presente, este poema com o título do meu livro, que guardo com muito carinho, do meu amigo "Mário Celso Rodrigues".

Enquanto as hélices giravam...
 No cockpit meus cismares vagueavam:
Manetes, manche... Torre... Tráfego...
No horizonte, vermelho, acordava o Sol dizendo estar no comando.
No gramado, ladeando a pista, um casal de quero-quero protestavam ou, tentavam se igualar ao gigante de alumínio...
Enquanto as hélices giravam...
Alguns centímetros atrás, poucas dezenas acomodados...
Sentimentos mesclados... Ansiedade, tristeza da despedida, euforia e a alegria do reencontro.
Enquanto as hélices giravam...
No início desafiador, depois manso e dócil segue o pássaro metálico, mãos dadas com o espaço, em harmonioso compasso, no braços, e ao sabor dos ventos.
Enquanto as hélices giravam...
 Já em outra cadencia, aborrecido se mostrava o pássaro, não mais tão distante, teria que pousar.
Meus pensamentos no cockpit me acompanhavam:
Aviônicos, manetes, flaps... Pássaro nervoso...Voo interrompido.
Enquanto as hélices giravam...
Gigante de alumínio dominado, taxiando calmo;
Com penteados moicanos, como que solidários, casais de quero-quero acompanhavam o estranho pássaro metálico.
As hélices já não mais giravam...
Portas abertas... Sentimentos liberados, cada qual ao seu destino...
Alguns momentos de solidão, aguardando novos comandos...
Enquanto as hélices giravam...  No peito o descompasso, de um coração saudoso e, voando com pressa, para além do horizonte ainda no arrebol o meu amor abraçar.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Começo.

Enquanto as hélices giravam..., comecei a escrever quando  era redatora publicitária de um certo jornal. Empolgada com o novo ofício, minhas lembranças ainda eram recentes, das muitas feiras de aviação e shows aéreos que atuei como promoter... . Não demorou para eu decidir ceder ao ímpeto de iniciar este livro, sendo incentivada e apoiada por quem me abriu, o mundo da aviação.

Idéias e inspiração.

Idéias e inspiração, não tem hora, data ou local para ocorrerem. Apenas, surgem e nos tomam de surpresa, muitas vezes peguei o que via pela frente para escrever, com receio de perder aquela linha de pensamento que surgia de repente, como nesse simples guardanapo de papel que anotei, em um restaurante... .

Teclado.

Um dos teclados que usei no meu livro.

Revisão.

Foram dezoito revisões,  até que o livro estivesse pronto para ser mandado para as editoras. Fase bastante cansativa.... .

Concluído.

Buscando uma editora.

Com o livro concluído, a busca por uma editora se inicia, durante essa etapa tentava chamar atenção pintando e colocando, envelopes, capas, cds e etc, com o intuito de lerem meu original.











Escolha da capa.




Por que um cata-vento na capa, ao invés de uma hélice ou algo relacionado a aviação? Porque o livro não é de aviação, mas sobre um romance ficcionado passado no cenário da aviação. O cata-vento foi escolhido por constar na obra como um  importante elo de ligação... .


Uma das tentivas que capa que desenhei, enquanto pensava a respeito.


Resultado.

Editado.

Algumas imagens.